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Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Aonde será que vai dar?
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Ontem à noite, batendo papo com um amigo pelo MSN, de repente ele me diz todo animado:
- Pô, ganhei uma assinatura grátis dum site de encontros. :)
- De quê?
- ...gay!!!
- Você tá bem arrumado. grs
- Já ia me cadastrando!
- Rindo muito
- Sacanagem!! @#%¨()P_+_+)(¨#%¨
- Essa eu vou botar no blog.
- Pode botar. Minha vida é um blog aberto.
por Zelda
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Sábado, Setembro 25, 2004
Estava aqui pensando sobre o ocorrido com a Mary Ju e concluí que o pior mesmo foi ouvir o CALMA! Isso foi um micão.
Parece que os jovens de hoje demandam de mais tempo do que imaginamos.Nossa amiga não podia de forma alguma ter "palmeado" naquele momento. Tinha que ter feito de tudo, exceto chegar lá até ter a certeza de que o JOVENZINHO estava no ponto.
O que Mary Ju não sabe é que não se pode ir palmeando assim...indiscriminadamente. Calma, Mary Ju, calma!!
Por Andorinha
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Sexta-feira, Setembro 24, 2004
Mary Ju, a prima da minha amiga que estava sumida do meu MSN, reapareceu e como sempre com uma história daquelas pra contar.
Posso dizer que quase tudo já aconteceu com ela, porque acho difícil ela esgotar as possibilidades de situações inusitadas. Deve estar na linha do destino da Mary Ju, e como de destino a gente não foge...
- Oi, Mary Ju, nunca mais te vi. O que anda fazendo?
- Oi, Zelda. O de sempre, nada muito palpitante.
- E os namorados?
- Namorado?? Nada que preste! Veja só como andam as coisas. Esses homens de hoje, viu, Zelda, sei não...tudo esquisito.
- Por quê? instiguei.
- E eu sei lá? Agora mesmo, uns dois meses atrás, hospedei na minha casa um espanhol, 23 anos, conhecido de uma amiga minha, que veio estudar aqui. Acolhi, mas sem muita intimidade. Dias desses, eu estava com a minha coluna ar-ra-sa-da, e o rapaz ofereceu uma massagem, que eu recusei.
- Recusou? Não estou te reconhecendo...
- A princípio sim, mas ele insistiu...sabe como é, acabei aceitando.
- E...?
- E que, no final da massagem , meu tesão estava a mil. Sabe como eu sou, né, Zelda?
- Sei... e rolou?
- Nada!! Ele se despediu e saiu. Me deixou na mão. Pensei: "deixa rolar".
Passado uns dias fomos pra uma festa em Teresópolis. Na hora de dormir, aquela confusão, sobrou um quarto pra nós dois. Um sofá-cama e uma cama de casal. Aí é que o bicho pegou, ou melhor, pegou nada!
- O que houve?
- Me deitei na cama, ele veio atrás, me abraçou, aquela troca de energia, subiu aquele calor, amiga, e, não pensei duas vezes: palmeei (sic) o espanhol!
- Que iniciativa!!! rs
- A pior da minha vida!! Ele se virou pra mim e disse: "Calma!!". E eu pensei: Caaaaalmaaa??????!!? Nunca passei uma vergonha tão grande! Tirei a mão de fininho, não sabia aonde colocar nem ela e nem a minha cara. Que mico!!!
- E aí?
- Aí que levantei da cama e fui pro sofá, p da vida. Isso não se faz! Acho que ele pensou que eu fosse a mãe dele que está lá na Espanha.
- Que situação, hein, Mary Ju?
- Terrível!! Você acha que eu tenho cara de mãe de alguém??, bravejou do alto de seus cinqüenta anos.
- Claro que não, Mary Ju. No máximo, de tia.
por Zelda
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"O vento voa,
a noite inteira se atordoa,
a folha cai;
haverá mesmo algum pensamento sobre esta noite,
sobre este vento,
sobre essa folha que se vai?"
(Cecília Meirelles)
por Zelda
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Quinta-feira, Setembro 23, 2004
De repente, ela se esquecera da dor que sentia
do amor que se foi,
da saudade que ardia
De repente, era como se a vida fosse num suspiro,
breve, inesperado.
Nada mais cabia ali,
nem amor,
nem saudade,
nem dor.
Tudo se fora
assim
tão de repente
por Zelda
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Segunda-feira, Setembro 13, 2004
Uma amiga, toda empolgada, me convida para um desfile de modas no Parque Lage, com provável esticada para uma festa da academia dela. Reflito bem sobre o programa. Digo um "sim" meio sem certeza para o desfile e um "não" mental para o encontro de pretensos sarados; não é a minha praia, especialmente num sábado à noite.
Dando inúmeros pontapés na preguiça, resolvi topar o desfile e coloquei um modelito para encarar uma possível platéia de cariocas fashions.
Senti logo como seria o "programa" na entrada do parque: um quase deserto às19h20 para um evento que estava marcado para às 19h. Considerei com ela a possibilidade de voltarmos no mesmo táxi.
"-Nãaaaaaoo, o lance está rolando lá dentro. Vamos nessa!!" E eu fui. Já estava ali. Fazer o quê??
Entramos. O clima era de arrumação, porque o "lance", na verdade, estava marcado para às 20h. Antecipadamente, comecei a me sentir fora da minha tribo. Minha amiga foi atrás de uma cerveja, mas o bar só abria mais tarde. Sugeriu uma saída para bebermos alguma coisa mas, sem carro e ambas de salto alto, não foi difícil demovê-la da idéia.
Na hora marcada, o povo começou a chegar. Havia algo estranho naquele desfile de modas. Quando um cara começou a improvisar um rap ao microfone pedindo que aguardássemos mais uns minutos, estava certa de que tinha entrado numa roubada. O evento começou às 21h42 (desculpe, mas é preciso precisar até os minutos desse que foi, é e sempre será um verdadeiro programa de índio), quando entrou no palco uma publicitária desempregada enrolada num pedaço de papel crepom. Dali pra frente foi um verdadeiro festival. Teve de tudo: ex-presidiário, camelô, domésticas, desempregados, membros da comunidade do Pavãozinho, que representavam a "precariedade da vida" e desfilavam para uma platéia de alternativos que achava graça da desgraça alheia. Nos intervalos, o rapper gritava que aquilo era "o Brasil real" e que "o Rio está na moda". Confesso que não entendi bem a razão do evento, que foi realizado em parceria com o Consulado da França (????!!). Felizmente a espera foi longa, mas o desfile curto. Não havia consistência pra mais que 20 minutos. Ufa!!!
No final, minha amiga, que depois de três latinhas de Skol e alguns bocejos desistira da festa de malhados, sintetizou :
"- Foi muito legal, né?".
Sinceramente, nem consegui responder...
por Zelda
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