Mulheres Alternadas

Zelda J. Andorinha Anjinha Rô

Segunda-feira, Março 29, 2004

Ruídos na noite...

Um assovio no meio da noite disparou-lhe o coração. Era próximo à sua janela e se fosse dele? Não entendeu por que seu coração ficou aos saltos. Na verdade, ele nunca assoviara pra ela, nem costumava freqüentar a área. Só da primeira vez, quando se conheceram, ele na rua, ela na janela, e isso já fazia muito tempo. Então por que, ora bolas, pensar que poderia ser dele o assovio? Mas, na dúvida, foi conferir que não fora pra ela.
Não entendeu a sua associação, mas encontrou na imensa saudade que sentia a explicação. Queria chegar na janela e encontrá-lo saudoso dela. Baixou o maior flashback, e ela rebobinou o filme deles com uma rapidez impressionante. Sensações, impressões, palavras, cheiros, gostos, ainda muito vivos, presentes, fazendo ela lembrar do quanto tinham sido felizes.
A saudade apertou mais ainda, quase insuportável. Não queria lembrar de mais nada, porque pressentia o fim. Sabia que faltava pouco.
Foi até a cozinha e afogou sua saudade numa taça de sorvete de chocolate com direito à calda e marshmalow. No final, extasiada, nem se lembrava mais do fulano...

por Zelda
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Domingo, Março 28, 2004

Contribuição da minha amiga poetisa Tânia Voigt

CAMINHANTE

Ele caminha pela cidade
Iluminada por imensos vaga-lumes
Imerso na obscuridade do seu ser
Ser errante, ser marcado, ser do não viver
Tempos marcados
Como as pegadas desenhadas
Pelo seu caminhar
Caminha vacilante
Olhando a retaguarda
Onde as pegadas desaparecem
Preguiçosamente

( Tânia Voigt )

AMOR TOTAL

Toque minha alma como os amantes
Tocam os corpos de suas amadas
Acorde o anjo
Acorde a bruxa
Acorde a menina
Acorde a mulher malvada
E eu serei escrava
E eu serei serva
Num castelo encantado
Me ame
E deixe ser amado
E meu corpo e minha alma
Estarão unidos num só gemido
Num só grito
Num só orgasmo

(Tânia Voigt)

por Zelda
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Saturday's night fever...não foi bem assim que rolou o meu. Mais cold impossível! Meu sábado foi daqueles que não rendeu nada, além de poeira da obra que nem hoje deu trégua. Minha alergia reclama paca. Atchimm!! Por que será que obra sempre demora mais do que o previsto? Eu sempre me iludo...
Mas tive uma grata surpresa. Passou no telecine O último tango em Paris, que estava louca pra rever, já que muito da história tinha se perdido na memória. Peguei já começado, mas não perdi a famosa cena da "manteiga", que escandalizou na época. Uma história densa, uma paixão intensa, um desejo que vai além da conta. Filmaço. Amei ter revisto. E o Marlon Brando quarentão... um charme só. Salvou meu dia!

por Zelda
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Sexta-feira, Março 26, 2004

Desconheço a autoria, mas a contribuição foi de Mrs. Red...
Conto de fadas do século XXI
"Era uma vez, em uma terra muito distante...
Uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima deparou-se com um sapo enquanto contemplava a Natureza e pensava em como o maravilhoso lago de seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas. Então o sapo pulou em seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má me jogou um encanto e eu me tornei esse sapo asqueroso. Um beijo seu, no entanto, há de me transformar de novo em um belo príncipe e poderemos nos casar e constituir residência em seu lindo castelo. Mamãe poderia vir morar conosco e você poderia preparar meu jantar, lavar minhas roupas, criar meus filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava umas pernas de sapo à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, ela riu e pensou consigo mesma:
- Nem morta!"

por Zelda

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Pipi comunitário
"Posso ter a companhia de vocês prum xixizinho?". Muita cara-de-pau, uma desconhecida chegar na maior, interromper um papo animado pra propor despejar o seu xixi em meio à nossa comunidade. Eu, Rô, Ge, Re e Anjinha estávamos na beira da praia, num intervalo de um show, nos olhamos e num coro que parecia ensaiado, falamos: "Tudo bem" e começamos a rir. Era inevitável; acho que foi a proposta mais inusitada que recebemos até então.
A moça, com cara de quem tinha tomado todas, não se fez de rogada: agachou-se, desceu a calça até a altura suficiente pra fazer as necessidades e mandou ver ali mesmo... do nosso ladinho. Nunca vi tamanha descontração num xixi público. Olha que estou acostumada a pipis na praia, porque tenho uma amiga especialista nisso. Fica na beirinha do mar - de biquini é claro! - e faz seu xixi com uma naturalidade que eu chego a invejar todas as vezes que eu, apertada, me aventuro e nada, nem uma gotinha. Bloqueio total de pensar na praia em peso me vendo. Eu já disse pra essa minha amiga que ali não é lugar, mas quando a vontade grita, ela olha para aquele marzão e pensa que seu xixi não vai fazer a menor diferença, não chega a ser nem uma gotinha no oceano...
Voltando à desconhecida, depois do pipi que demorou alguns minutos (calculei, no mínimo, umas cinco latinhas de cerveja), ela se levantou, subiu a calcinha e disparou: "Valeu, meninas. Vocês são gente boa!!" . E dispersou.

por Zelda
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Quarta-feira, Março 24, 2004

O problema das duas cabeças
Enquanto Mary Ju vive seus dilemas internéticos de dar ou não pro garotão, a Berenice, uma ex-vizinha com quem falo até hoje, separada há pouco, procura nas salas o par perfeito. Acha mais prático, mais seguro e menos cansativo os papos na net. Bem, o menos cansativo ficou relativo depois que ela instalou uma webcam. Pra não fazer feio, arrisca sempre uma "produção" antes de pôr-se em cena. Luzes, câmera, ação, e Berê liga a webcam sempre que o interlocutor lhe agrada, no físico e na cabeça, não necessariamente pelos dois motivos.
Há uns meses conheceu um artista plástico, tremendo papo-cabeça, intelectualizado, nível nota dez. Depois de longas conversas, Berê achou que era hora de conversarem via webcam. Tudo muito bom, conversa mantendo o padrão, mas depois que viu a Berenice, que não é de se jogar fora, ele passou a acrescentar ao discurso que "gostava dela, que ela era muito inteligente, sensual" , e foi levando um tempo assim, até que disparou o que não queria calar:
"- Tenho tesão em você, Berê. Não estou agüentando. Olha como você me deixa...".
Ela, sem graça, pega de surpresa e com pena do moço - já dizia minha avó que quem tem pena morre depenado, mas enfim... -, resolveu entrar no jogo, ou melhor, fingir que estava no jogo. Pra não ter trabalho de escrever coisas libidinosas, e alegando que era pra não perder a concentração, combinou com ele que escreveria apenas "pontinhos".
Enquanto ele se derretia de tesão com os pontinhos dela, ela conversava comigo no MSN justamente sobre como não importa o grau de intelectualidade do sujeito, que no fim tudo acaba em cama, mesmo que virtual. A nossa conversa rendia e ele nada. Berenice começou a reclamar da demora do moço:
"- Nossa, como gosta de render essa gente. Não sei por que não goza logo. Vou colocar mais pontinhos; acho que os que estou mandando não estão sendo suficientes", disse ela gargalhando.
E deve ter enchido de pontos a tela do moço porque, depois de vários minutos - muito além dos sete - , ele finalmente chegou ao ponto final. E Berenice, exausta de tanto pontilhar, suspirou aliviada.

por Zelda
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Terça-feira, Março 23, 2004



Achei muito interessante este site com os mapas de todas as estradas e ruas do mundo. Vale conferir aqui

por Zelda
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O amnésico
Uma amiga da Rô, a Doris, dia desses, nada pra fazer, resolveu dar uma esticada no Acorda Amor (segundo a Rô, o baile dos encalhados...). Uma volta aqui, outra ali, topou com um tipo muito simpático e falante. Aliás, falar era o que ele mais fazia. Se aproximou dela e perguntou seu nome.
"- Doris", ela disse. "- E você gosta de futebol?" Ele nem ouviu que ela disse que "não gostava" e, para alegria dela, desatou a falar do esporte. Poucos minutos depois de relatar parcialmente o campeonato mineiro, perguntou de novo: "- Como é mesmo seu nome?" E ela respondeu: "- Tânia". Mais conversa, agora sobre o campeonato paulista, e nova indagação: "- Como você se chama mesmo? "- Fernanda". E ele, sem se dar conta de que cada hora ela dava um nome diferente, continuou sua conversa futebolística compulsiva, dando a vez, finalmente, aos times do Rio de Janeiro. Amnésico, perguntou pela quarta vez :"- Qual é mesmo o seu nome?" E ela placidamente respondeu: " - Walkyria", com "w" e "y" depois do "k".
Caiu na gargalhada e saiu andando...

por Zelda
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Domingo, Março 21, 2004

É quase impossível não gostar da música "Amor e Sexo", cantada pela Rita Lee. Quem já se deu ao trabalho de conferir sabe que a canção é dela, do Roberto de Carvalho e do Arnaldo Jabor. Como? Arnaldo Jabor compositor?
Rita Lee, na verdade, se inspirou em uma crônica dele para compor Amor & Sexo e, mais do que corretamente, lhe deu o crédito como co-autor da música. Segue abaixo a crônica:
" Amor é propriedade. Sexo é posse.
Amor é a lei; sexo é invasão.
O amor é uma construção do desejo. Sexo não depende de nosso desejo;
nosso desejo é que é tomado por ele.
Ninguém se masturba por amor.
Ninguém sofre com tesão.
Amor e sexo, são como a palavra farmakon em grego:
remédio ou veneno - depende da quantidade ingerida.
O sexo vem antes. O amor vem depois.
No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde.
O amor precisa do pensamento. No sexo, o pensamento atrapalha.
O amor sonha com uma grande redenção. O sexo sonha com proibições; não há fantasias permitidas.
O amor é o desejo de atingir a plenitude. Sexo é a vontade de se satisfazer com a finitude.
O amor vive da impossibilidade - nunca é totalmente satisfatório.
O sexo pode ser, dependendo da posição adotada.
O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrário não acontece.
Existe amor com sexo, claro, mas nunca gozam juntos.
O amor é mais narcisista, mesmo entrega, na 'doação'.
Sexo é mais democrático, mesmo vivendo do egoísmo.
Amor é um texto. Sexo é um esporte.
Amor não exige a presença do 'outro'. O sexo, mesmo solitário, precisa de uma 'mãozinha'.
Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até na maior solidão e na saudade. Sexo, não - é mais realista.
Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade.
O amor vem de dentro, o sexo vem de fora.
O amor vem de nós. O sexo vem dos outros.
"O sexo é uma selva de epilépticos" (N. Rodrigues).
O amor inventou a alma, a moral. O sexo inventou a moral também,
mas do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge.
O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões.
O sexo é mais quieto, como um caubói - quando acaba a valentia, ele vem e come.
Eles dizem: 'Faça amor, não faça a guerra'. Sexo quer guerra.
O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo.
Amor é egoísta; sexo é altruísta.
O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas.
O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.
O sexo sempre existiu - das cavernas do paraíso até as 'saunas relax for men'.
Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provençais do século XII e, depois, relançado pelo cinema americano da
moral cristã.
Amor é literatura. Sexo é cinema.
Amor é prosa; sexo é poesia.
Amor é mulher; sexo é homem - o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo.
O amor domado protege a produção; sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado.
Por isso, a única maneira de controlá-lo é programá-lo, como faz a indústria da sacanagem.
O mercado programa nossas fantasias.
Não há 'saunas relax' para o amor, onde o sujeito entre e se apaixone. No entanto, em todo bordel, finge-se um 'amorzinho' para iniciar. O amor virou um estímulo para o sexo.
O problema do amor é que dura muito, já o sexo dura pouco. Amor busca uma certa 'grandeza'. O sexo é mais embaixo.
O perigo do sexo é que você pode se apaixonar. O perigo do amor é virar amizade.
Com camisinha, há 'sexo seguro', mas não há camisinha para o amor.
O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é a lei. Sexo é a transgressão.
Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados.
Amor precisa do medo, do desassossego. Sexo precisa da novidade, da surpresa.
O grande amor só se sente na perda. O grande sexo sente-se na tomada de poder.
Amor é de direita. Sexo, de esquerda - ou não, dependendo do momento político.
Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta

por Rô
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"... Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida.. Saudade é sentir que existe o que não existe mais... Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam... Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: "aquela que nunca amou." E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."
(Pablo Neruda)

por Rô
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Sábado, Março 20, 2004

O dilema de Mary Ju
Há muito tempo não falo da Mary Ju, a prima de uma amiga que é internauta de carteirinha. Faz tudo pela internet. Ou quase tudo! E eu adoro saber dos seus cases virtuais.
Desta vez, não são os punheteiros propriamente que estão inquietando a prima da minha amiga, já pra lá de balzaquiana. Há meses ela "conheceu" casualmente numa sala de bate-papo um homem bem interessante. Trocaram e-mails e tempos depois ele fez contato. E de e-mails em e-mails, acabaram se encontrando, vez por outra, no ICQ.
Ela me contou que ficou muito impressionada, o cara é antenado, inteligente, sedutor e rolou um clima de tesão. Até então ninguém tinha falado em idade, certo? E como tinham se conhecido numa sala de 30 a 40 anos... Moral da história: quando o tema veio à tona, ela descobriu que o homem interessantíssimo tinha 27 anos; ela? bem, já passou dos quarenta. A saia ficou muito apertada. Na cabeça dela, sem muito esforço ela poderia ser mãe dele. Exagerada a Mary Ju, que ainda tem seus encantos apesar do tempo.
Bem, seduzida pelo sedutor de 27 anos, Mary Ju está vivendo o maior dilema da sua vida: transar ou não transar com o rapaz que diz diretamente a que veio, sem rodeios.

"- Ele fala pra mim assim:"- estou a fim de transar com você, Mary Ju. Só isso! Uma única vez. Qual o problema de saciar a vontade?". Diz isso com a naturalidade e o descomprometimento típicos da idade. Mas não é tão natural pra mim, você me entende? Ele é muito novo, apesar da segurança e determinação que lhe conferem uma certa maturidade. Não sei como lidar com isso Zelda.
- Claro que entendo, Mary Ju. É complicado mesmo. Eu não sei se encararia. Talvez com vendas nos olhos... (rs)
- Não brinca que é sério. Pior é que sinto desejo pelo tal garoto, e ele sabe me tentar que nem um diabinho. Fica falando umas coisas...
- Xi, querida, já vi que um anjinho vai cochilar e o diabinho vai pegar você pra umas diabices (gargalhadas).
- Zelda, você não tem jeito. Sempre gozando. rs
- Apela pra venda nos olhos, se preferir bota nele (muitos risos), toma um porre e aproveita que a festa parece boa. Do que me lembro dos 27 anos...humm! Vai em frente, Mary Ju, que atrás vem gente!
- Vou pensar no seu caso, quer dizer, no dele. (rs)"

Ela me garantiu que, se rolar, me conta os detalhes. Não posso contar todos, mas sempre sobra uma coisinha pra postar.

por Zelda
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Sexta-feira, Março 19, 2004

E as reformas continuam: na casa, na vida, na cabeça, no blog. Dias confusos, agitados , empoeirados. Mas daqui a pouco sacudo a poeira e fica tudo numa boa: casa em ordem, vida, blog... Já a cabeça... não sei se consigo arrumar com a presteza necessária. But I'll do my best!
Excluindo a zorra , vivi hoje uma experiência bem legal: minha primeira aula de tênis. Amei. Wimbledon que me aguarde!

por Zelda
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Quinta-feira, Março 18, 2004

Algumas vezes questiono a utilidade de escrever num blog, ainda mais quando a proposta inicial era de ser um blog comunitário, escrito a várias mãos. Porém, é gratificante saber que pensamentos íntimos, fugazes, escritos ao léu podem, de alguma forma, tocar alguém que encontra neles correspondência. Então, De, compartilho com você a "prece" que pensei ser só minha e que ela nos livre das correntes.
por Zelda
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De,
quando falei das correntes me referia àquelas a que nos atamos e que tanto nos atrapalham. É fato que somos prisioneiros de nós mesmos, nossos piores carrascos. A chave deste cárcere só nós temos; não há chave mestra. Mas a despeito das algemas, a liberdade está em nossas mãos. Na verdade, o post foi uma espécie de "prece" para que eu não esqueça das correntes que ainda arrasto.
por Zelda
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Terça-feira, Março 16, 2004

Novamente fui bater com o costado nas adjacências do Mercado Popular. Pra mim é o barato que sai mais caro, porque acabo me deparando com mil e uma coisas pra comprar. Reforma em casa é um sem-fim.
Na passagem pelo Mercado Popular, acabei numa banca de fitas de video - das legítimas - e atendendo a pedidos da criançada adquiri uns vídeos. Já comprei outras no mesmo local (corei ao admitir isso!) e até que funcionam relativamente . Fake é fake e não dá pra exigir muita qualidade.
Bem, na verdade todo esse enredo ou engodo é pra dizer que nem sempre o crime compensa como todos já sabem, e as chances de quebrar a cara num esquema assim são bem grandes. Foi o que aconteceu com um casal de amigos, Mr. M e Mrs. M. Numa ida à Sampa, passagem rápida e obrigatória pela Rua Vinte e cinco de maio (calma, gente, eles são ecléticos, freqüentam a Oscar Freire também), o meu amigo M. se empolga ao ver numa banca de cds cópias simplesmente imperdíveis de seus artistas preferidos pela bagatela de cinco real. Empolgado, não fez por menos e levou logo dez cd's, e olha que foi difícil decidir entre material de tão alta qualidade.
De volta ao Rio, e a fim de se embalar ao som de suas "coletâneas", pôs o primeiro cd pra tocar. "Quer dançar? quer dançar? o tigrão vai te ensinar...". Ops!!!! "Será que peguei esse enganado?" pensou M. Não era bem este o espírito da coisa. Pegou um outro cd e ..."vou passar cerol na mão, assim, assim ... vou cortar você na mão". Terceiro cd..."vou mostrar que eu sou tigrão, vou te dar muita pressão". E foi assim, sucessivamente, ao longo dos dez cd's, todos com a gravação do Bonde do Tigrão. M., que é chegado a MPB e a um bom jazz, quis, segundo soube, se atirar do 8º andar. Depois desistiu, e preferiu fazer isso com os cd's.
Só soube desse episódio depois de ter feito as minhas comprinhas de hoje. Ainda não testei as fitas de video. A princípio, são desenhos infantis. Será que corro o risco de algum da série Brinquedo assassino??
por Zelda
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Segunda-feira, Março 15, 2004


Que a gente se livre de todas as correntes.
Do passado falido,
do medo sem sentido,
dos demônios banidos,
dos amores bandidos.
dos sentimentos contidos,
da culpa de não estar arrependido.


por Zelda


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Que amor é esse que me desatina,
que me alucina,
que me corrói?
Será um caso ou mero acaso?
Ou será sina que me fascina?

por Zelda
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Para a minha amiga Rô, essa poesia da Lya Luft, que além de linda me parece oportuna.

"Doce medo (Lya Luft)

Tenho medo da dor de tua ausência
que me queima por dentro.
E da ternura eu tenho medo,
dessa beleza das noites secretas
quando chegas sempre
como se fosse a última vez.

Tenho medo de que um dia queiras
cessar esse rio de águas ardentes
onde mais do que os corpos
tocam-se as almas,
anjos desatinados luzindo no breu."


por Zelda
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Finjo te amar e nesse jogo cênico sou a única expectadora do meu desgosto...

por Zelda
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Recebi há um tempo atrás de um amigo a letra dessa música de um compositor e cantor português, Sérgio Godinho. Apesar de doída, é pura poesia.

"Não vás contar que mudei a fechadura
nem revelar que reclamei dos teus anéis
o amor dura, se durar, enquanto dura
e o vento voa à procura de papéis

O vento passa à procura dum engano
e quando encontra presa fácil na cidade
bate à janela, e redemoinha, e causa dano
naquilo que é suposto ser nossa vontade

Já de manhã, vai parecer tudo tão diferente
não é do vinho, nem do sono ou do café
é só que o olho por olho, dente por dente,
nos deixa o rosto assemelhado ao que não é

Não vás contar-lhes desse abraço derradeiro
nem que mudei a fechadura mal saíste
quero o teu rosto devolvido por inteiro
o desse dia em que me vi no que tu viste

Não vás tomar a letra aquilo que te disse
quando te disse que o amor é relativo
se o relativo fosse coisa que se visse
não era amor o por que morro e o por que vivo."

(Sérgio Godinho)

por Zelda
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Não é o amor que dói...o que dói é a saudade do amor...e a saudade tá doendo em mim !!!!!!

por Rô
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Sexta-feira, Março 12, 2004

Recebi esta ainda há pouco do meu amigo Mr. N:

URGENTE ! URGENTE!! ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃO...!!!!!!!
O Secretário de Segurança do RJ, ANTONY GAROTINHO colocou os bandidos na linha...
Metade na LINHA VERMELHA .... e a outra metade na LINHA AMARELA.

Seria cômico, se não fosse trágico!!!

por Zelda

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Bronca mais do justa! Afinal, quem alterna comigo?? :)
por Zelda
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Depois de levar uma bronca da minha amiga ( uma das "alternadas"), olha eu aqui outra vez ! Não vou prometer, mas vou tentar ...juro que vou tentar postar...já tentando de novo!
por Rô
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Homens!! Jamais estão satisfeitos...

por Zelda
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Não, não vou falar da desgraça do mundo, das mortes sem sentido, do sofrimento alheio, da insegurança que impera, das notícias tristes dos jornais. Hoje não! Quero falar de poesia, de amores, de sonhos, de esperança, colocar de lado as desilusões e poder acreditar que há beleza na vida e que ela continuará, a despeito das tragédias, dos atos insanos, da crueldade, da insensatez humana. Quero continuar acreditando, apesar de todos os pesares.
por Zelda
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Você me faz falta
nos meus sonhos,
nas minhas fantasias
nos meus devaneios.
Você me faz falta
na lacuna da alma,
na brecha do coração,
na fresta entre a emoção e a razão.
Você me faz falta
no gosto do beijo que alimenta,
no calor que se dispersa do abraço,
no brilho que desprende do olhar.
Você me faz falta.
por Zelda
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Quinta-feira, Março 11, 2004

Falar sobre o quê, num dia em que mais uma onda de atentados deixa o mundo atônito? Mais de 190 mortos, quase mil feridos, pessoas comuns que seguiam a sua rotina diária de trabalho ou estudo, sem engajamentos com essa ou aquela ideologia. O que houve em Madrid, além de aviltante, é mais uma prova da nossa total vulnerabilidade frente aos atos terroristas. Não há hora ou lugar no mundo para acontecer. Mata-se indiscriminadamente, morre-se inutilmente. Que mundo!!
Eu até pensei em comentar o divórcio da Luma de Oliveira e o seu affair com o bombeiro que quer virar ator. Mas depois dessa notícia, perdi a vontade.
por Zelda
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Terça-feira, Março 09, 2004

Abriu a porta e a envolveu em seus braços. Não falaram nada e só depois de se perderem num beijo, misto de hortelã, cereja e desejo, lembraram de fechar a porta. Enlaçados, deram dois passos para trás, alcançando o sofá, enquanto trocavam oxigênio. Precisavam mais daquilo do que de qualquer coisa. Colocou as pernas dela entre as suas e, audaz, percorreu com uma das mãos as suas coxas enquanto a outra desabotoava o vestido. Ela respirava forte, sôfrega, tentando alcançar o zíper da calça. Foram despindo suas roupas vagarosamente, numa espécie de ritual que sempre precedia o ato. Sabiam se amar. E como se amavam! Naqueles momentos de total simbiose se esqueciam de tudo. Como num olho de furacão, tudo parecia girar em volta deles. O desejo era forte, imenso, e ondas orgásticas pulsavam nos corpos quentes e inquietos. E era sempre assim quando se encontravam: beijos voluptuosos, mãos intrépidas e almas apaixonadas em carnes trêmulas.
por Zelda
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Segunda-feira, Março 08, 2004

Quem me dera fosse poetisa,
fazer rir e chorar,
tocar fundo noutras almas,
noutras vidas penetrar
.
por Zelda
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Registro
Hoje é o Dia Internacional da Mulher que, para quem não sabe, foi criado para homenagear um grupo de 130 operárias grevistas de uma fábrica têxtil nova-iorquina que, em 1857, morreram num incêndio na fábrica que haviam ocupado por melhores condições de trabalho. Foram precursoras na busca pela igualdade de direito entre homens e mulheres. Por elas, e por nós, vamos à luta que ainda há muito o que conquistar.
por Zelda
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Fera do Meier, que comentou o texto abaixo, diz que quase se afogou por tentar proeza semelhante. Mas, lembre-se Fera, nem todas as experiências são iguais. Há aquelas que são bem-sucedidas, outras fracassam, mas acho que o que vale na vida é ex-pe-ri-men-tar. Quem sabe numa próxima, mar mais calmo, mais esperto e experiente, você consiga viver essa experiência e gostar. Depois você conta!
por Zelda
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Sexta-feira, Março 05, 2004



Não conta pra ninguém que viu nós dois assim,
meio daquele jeito,
rolando de um lado para o outro na beira do mar.
E você lá, indiscreta, fazendo cócegas nos nossos pés
com o seu vai-e-vem incessante,
encobrindo cada vez mais a areia da praia,
molhando os nossos corpos já úmidos de prazer.
E você lá, conivente,
dividindo este nosso segredo,
compartilhando do nosso desejo.
por Zelda
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(foto: Artur Willmann)
Na janela
Dias sem cor, tardes nubladas, madrugadas insones...
Esperava tuas cartas de amor; elas não vinham
Esperava a hora que antecedia a tua volta, mas você não aparecia
Esperava pelo gesto caloroso, que me chegava frio
Esperava pelos versos, teus ou de outros, mas as palavras secaram
As tuas, as minhas, as dos poetas.
Esperava pelo beijo do início, que se desfez em mágoas
Esperava a tua voz doce que perdeu o tom na escuridão do desamor
Esperava - e precisava - do teu olhar de antes,
não o de agora, distante, espelho do nosso fim.
Esperava de uma janela onde ninguém me via.
E esperei tanto e por tão pouco,
que já não tenho mais o que esperar de ti.

por Zelda
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Quinta-feira, Março 04, 2004

Saara, centro do Rio. Encarei essa hoje! Uma loucura generalizada. Tem tanta coisa que meus olhos precisam de pelo menos dois dias pra se acostumar. É verdade que em meio aquela barafunda tem boas pechinchas. Problema é encarar as lojas cheias, as calçadas lotadas, a poeira das lojas, o péssimo atendimento e o mau-cheiro. Incrível como tudo (ou quase tudo) fede ali. Mas, sabendo procurar - e tendo tempo e paciência - acha-se coisas interessantes. Voltei pra casa feliz por ter sobrevivido e pelas boas compras que, garimpando, consegui fazer. Saara, I'll come back!!
por Zelda
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Fui dormir carente e nem leite morno resolveu o problema. Não era exatamente disso que eu precisava pra equilibrar meu pH. Fiquei com um buraco no estômago, uma dor no peito e um vazio no coração daqueles.
Acordei hoje com a maior vontade de declarações, alma leve, organismo em perfeito equilíbrio. Dormi depauperada e acordei recuperada. Nada como a noite...
por Zelda
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Que amor é esse que me deixa aos pedaços,
que me abala, me tira do sério?
Amor de mentira, de sonho, de fantasia,
Devaneio de uma alma carente de um amor que não lhe cabe.
Amor que enfeitiça, endoida e machuca.
Que amor é esse?
Esse amor
é amor?
por Zelda
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Segunda-feira, Março 01, 2004

Saturday's night

Noite de sábado na casa de Mrs. Red. Comidinhas, bebidinhas e ótimo astral. Reunião pequena, mas muito agradável. As mafiosas reunidas, além de B e S, únicas figuras masculinas. Nessas reuniões em que os homens são minoria, geralmente ouvem mais do que falam. Os papos, os mais ecléticos: de política, religião, filosofia, ideologias, falou-se de tudo um pouco. Mas depois de umas doses, as mulheres, mafiosamente, aproveitaram para uma enquete básica: o que os homens acham irresistível em uma mulher? Apesar da amostragem pequena, foram unânimes ao afirmar que não existe nada mais sexy do que calcinha de mulher à mostra, em uma cruzada de perna, no jeito de sentar, ou em uma subida de escada (com eles embaixo!!). Uma calcinha que aparece despretensiosamente provoca furor. Foi o que disseram!
Vai a dica pra quem quiser seduzir. :)

por Zelda
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439
Eu já ia esquecendo de deixar aqui a minha homenagem aos 439 anos do Rio de Janeiro, cidade que me comove a cada dia por suas belas formas, sua natureza generosa, seu esplendor. O Rio é de fato uma cidade maravilha. Apesar das balas perdidas das quais temos que nos esquivar, apesar dos pivetes que temos que driblar, da miséria exposta que tentamos não ver, da sujeira, do descaso e desleixo dos que poderiam mudar o panorama da cidade. Mesmo assim, o Rio resiste. E apesar de tudo continua lindo!

por Zelda
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Cá entre nós: foi o fim da picada esta história da separação da Luma de Oliveira. Toda cara de circo pra atrair holofotes. Diga-se de passagem, êta casalzinho estranho aquele, a mulher semi-nua desfilando pra galera e de coleirinha com o nome do dono. Pathetic!! Sei não, agora foi esse desfila, não desfila, tá grávida, depois não está. Celebridades...sempre correndo atrás da fama.
por Zelda
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Só pra registrar. Os vencedores da noite foram:
Melhor filme: "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Ator: Sean Penn, "Sobre meninos e lobos"
Atriz: Charlize Theron, "Monster"
Ator coadjuvante: Tim Robbins, "Sobre meninos e lobos"
Atriz coadjuvante: Renee Zellweger, "Cold mountain"
Diretor: Peter Jackson, "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Filme estrangeiro: "As invasões bárbaras", Canadá
Roteiro adaptado: Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson, "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Roteiro original: Sofia Coppola, "Encontros e desencontros"
Longa de animação: "Procurando Nemo"
Direção de arte: "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Fotografia: "Mestre dos mares"
Som: "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Edição de som: "Mestre dos mares"
Trilha sonora: "O senhor dos anéis - O retorno do rei", Howard Shore.
Canção original: "Into the West", de "O senhor dos anéis - O retorno do rei", para Fran Walsh, Howard Shore e Annie Lennox.
Figurino: "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Documentário: "As brumas da guerra"
Curta documentário: "Chernobyl heart"
Montagem: "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Maquiagem: "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
Curta animado: "Harvie Krumpet"
Curta de ficção: "Two soldiers"
Efeitos visuais: "O senhor dos anéis - O retorno do rei"
por Zelda
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And the Oscar goes to...
...O Senhor dos Anéis. Era previsível. Assisti até o final da cerimônia por teimosia. Só deu ele. Afê!! E nossas chances de uma estatueta devidamente adiadas para o ano que vem. Fiquei desolada!

Em tempo: justa homenagem à Katherine Hepburn, falecida ano passado. Grande atriz. Rever trechos de alguns de seus filmes me emocionaram. Aliás, Katherine sempre tocava nosso coração, com lágrimas ou risos. Belo enquandramento final de seu rosto envelhecido, mas transbordando beleza.

por Zelda
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