Mulheres Alternadas

Zelda J. Andorinha Anjinha Rô

Sábado, Fevereiro 28, 2004

Dá trabalho reformar, seja com tintas ou lixas, seja com autocontrole e reflexão....mas o melhor é ver o resultado depois...Paredes limpas, armários organizados, auto-estima em alta..... Tudo requer apenas ...Paciência ! Viver dá trabalho !
Vamos em frente com as mudanças! E Boa sorte !
Por Anjinha
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Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004

Casa em reforma, blog em reforma, vida em reforma. Ufa! Será que terei fôlego pra isto tudo??
Respirar a poeira das paredes lixadas junto com a poeira de velhos móveis que devo afastar?
Sentir o cheiro de tinta nova e lembrar do desbotado das minhas janelas e portas internas que preciso urgentemente colorir?
Observar a massa que corre cobrindo as rachaduras das paredes e pensar que bem que podia fechar as fendas do meu coração?
Queria que uma pincelada de verniz desse brilho à minha vida novamente...
Seria tão bom se as mudanças internas pudessem ser feitas com tintas, lixas, massas e vernizes.
por Zelda
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Os urubus sempre rondando, prontos para uma sobra, um resto. Pobre das gaivotas que perderam o alimento. Mas minha amiga Rô, para quem qualquer ser vivo merece ser cuidado com carinho - menos as baratas (com essas ela é cruel e asfixia com inseticida até a morte) -, pôs de lado o preconceito e alimentou os bichinhos.
Eu tenho que admitir que tenho horror a urubu. Eles podem limpar os detritos, serem ecologicamente corretos e necessários, mas me amedrontam. Talvez terapia resolva isso, mas acho que é mais fácil e mais barato manter os urubus à distância: os urubus-urubus, os urubus-galinhas e, principalmente, os urubus-humanos. Xô, urubuzada!!
A próposito, minha amiga, acho que você combina muito mais com gaivotas, andorinhas, bem-te-vis....
por Zelda
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Nossa !!! Havia acabado de desligar o telefone com um nó na garganta...e me deparei com seus versos...pôxa amiga caíram direto em cima da minha cabeça e bem dentro da minha alma. Você conseguiu exprimir lindamente o que eu estava sentindo, uma qualidade que só poetas têm. E você é uma poeta e tanto!
Sabe o que fiz depois de ler isso aqui...passei a mão no telefone, liguei de volta e falei...nem de longe falei tudo o que eu deveria (como você bem disse "o amor é inexplicável"), mas falei o suficiente para mudar o cenário.
Em tempo...mudou...mudou pra melhor!
por Rô
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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004

"Sempre há um pouco de loucura no amor,
porém sempre há um pouco de razão na loucura".
(Nietzshe)
por Zelda
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Naquele dia...
Podia ter te dito naquele dia que tinha acabado a magia, e ponto final.
Mas com um gesto afoito, acariciei teu corpo e fiz da briga coito.
E em meio a cadências e gemidos, berrei indecências
até te deixar mouco, rouco, louco com tanta incoerência.
Devia ter debochado do abraço, me afastado um passo, ter desfeito o laço.
Queria ter dito tudo, ter nervos de aço e admitir o fracasso.
Mas nada disse. Fiz o contrário. Silenciei palavras e olhares. Mantive o cenário.
Podia...devia...queria...então, por quê calei?
O amor é mesmo inexplicável!

por Zelda
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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004

Lila e Loba em tarde chuvosa
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O amor nos tempos do milênio novo
Acreditei. Pus fé. Tá legal, eu sempre soube que era um relacionamento virtual. Mas era tão lindo receber teus poemas, teus galanteios, elogios.
Há vinte anos atrás, seriam cartas de amor, e não e-mails. Ridículas cartas de amor, como Fernando Pessoa descreve em seu poema. Mas ele lembra que só quem ama, permite-se ao ridículo. Ame e dê vexame... e vexame pouco é bobagem. Então dei todos que tinha direito.
Adorava receber: De:amado Para:sonhadora
E escrevia para ti. Desnudei meu coração. Abri minha alma. Comecei a perceber o início do fim, quando ficaram esparsos. No início, eram seis, sete por dia. Passaram a chegar apenas dois, pior um ou nenhum e-mail.
Depois veio a fase do Cc.. com cópias. Então, aquelas deliciosas palavras não eram só para mim. Declarações de amor
não têm testemunhas. São secretas, íntimas, pessoais.
Hoje sei que não sou nada. Fui algum dia? Virei uma Cco...oculta, anônima.
Olhei-me no espelho. Seria parecida com um catálogo de endereços?
Meu nome é Undisclosed-Recipient.
Teu nome ..ah! O teu virou Mail Delivery System. Tua caixa está sempre lotada para mim.
Assim como teu coração traiçoeiro. Lotou de tanto carinho que te dei.
Assista a desconstrução de uma mulher apaixonada em crise. Paixão doida e doída do século XXI.
Não vou dizer adeus sem mágoas. Adeus, magoada sim. Desejarei a ti, uma péssima conexão, isto já é o bastante.
Não se bate mais telefone na cara. Não se troca mais de caminho. Deleta-se.
Bom, vou nessa. Boa década pra você.
Sua,
Undisclosed
(autor desconhecido)
por Rô
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Que tal um Picasso?
Site bem legal o Mr.Picasso. Usando alguns recursos que ele oferece, você pode brincar de fazer arte e, quem sabe, descobrir que tem talento. Peguei a dica no Blowg.
por Zelda
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E aí fui jogar o resto dos peixes para as gaivotas, mas quem chegou primeiro foram os urubus...e vieram no dia seguinte também...ficavam ciscando em volta de mim...viraram urubus galinhas.
por Rô
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Depois de pegar muita chuva cheguei. Angra tem o maior índice pluvial do RJ, mas êta lugar bonito! Já na Rio-Santos a caminho de Angra, logo depois de passar por Itacuruçá, ao final de cada curva o mar aparece diferente como se estivesse trocando de roupa...e a cada visão desse mar, eu vou ficando mais e mais leve. Os demônios que vivem sentados nas minhas costas vão caindo pela estrada...aqueles que insistem em ficar acabam morrendo afogados quando eu mergulho no mar de Angra dos Reis!

por Rô
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A sempre genial Rita Lee
Numa entrevista no programa do Amaury Junior em que falava da inutilidade do BBB, Rita Lee deu a seguinte sugestão: colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marketeiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. A cada semana, o público votaria na eliminação de um. Ao final do programa, o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos
candidatos. A idéia não é incrívelmente boa? E ainda poderíamos aproveitar a sigla: Big Boss do Brasil.
por Zelda
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Onde as pessoas mentem mais?
Quase que a unanimidade vai dizer que é através de conversas trocadas na internet. Porém, um estudo realizado pela Universidade de Ithaca, Nova York, mostrou que os maiores mentirosos não se escondem na rede. Os pesquisadores usaram um grupo de estudantes que se comunicava pelos mais variados meios e pediram que contabilizassem as mentiras ditas. A conclusão foi esta:
em 100 e-mails, 14 mentiras; em 100 conversas pessoais, 27 mentiram; a cada 100 telefones, 37 mentiras. Por esta ninguém esperava...
por Zelda
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SOS RIO DE JANEIRO
Precisamos preservar a imagem da Cidade Maravilhosa. Não podemos permitir que a nossa cidade seja transformada em rota de turismo sexual, e reconhecida como reduto das putas e dos homossexuais. Deixemos isto pra São Francisco ou Shangai, porque temos mais a oferecer.
Nossa cidade tem que continuar atraindo turistas de todos grupos, idades, crenças, ideologias e preferências sexuais. O Cristo, de braços abertos, recebe e abençoa a todos: gente de todos os cantos do mundo, gente de cá, gente igual e gente diferente também. Não se trata de preconceito nosso, mas daqueles que estão vendendo o Rio de Janeiro como um local permissivo, onde só se respira e exala sexo, como se tudo o que essa cidade tivesse a oferecer fossem bundas, peitos e outros acessórios. Viramos a cidade do sexo livre, da putaria. Para quem circulou na altura da Farme de Amoedo esses dias, não passou despercebido a quantidade de bandeiras com arco-íris (símbolo do movimento gay). Agora pergunto: será que os gays
cariocas querem mesmo está importação? Já não temos bastante? Que deixem nossos gays em paz! Quanto às putas, bem é uma questão delicada, já que uns dolarezinhos sempre caem bem. O grande problema é que nessa oferta sexual as brasileiras - putas ou não - acabam sendo vistas como farinha do mesmo saco. É lamentável!
Falar das belezas naturais do Rio é chover no molhado. É dispensável. Tem tudo pra estar entre as principais rotas do turismo internacional. E precisa pouco pra isso. Só precisa vontade de fazer direito. É, está na hora da gente se mexer e zelar pelo nome da nossa cidade. Que o Rio continue sendo conhecido pelas suas belas praias, sua vida noturna rica, por sua cultura, seus contrastes, por sua vocação para o esporte (quem sabe as Olimpíadas? ), pelo seu povo alegre, e até pela beleza das mulheres. E que venham os turistas!
por Andorinha
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Terça-feira, Fevereiro 24, 2004

História de carnaval
Uma amiga minha me contou que seu irmão não anda numa maré de muita sorte. Por causa disso, resolveu que ia aproveitar o carnaval. Estava livre da patroa e das crianças por quatro dias.

Assim que a mulher virou as costas, ligou pra gata favorita para marcar um carnaval privé. A gata topou e acertaram o horário pra não haver erro. Mas Rui era tão cagado ou estava numa maré de merda tão grande, que acabou escolhendo o pior caminho: o do engarrafamento.
- Estou engarrafado, querida, e devo demorar umas duas horinhas. Você me espera?
- Ah, Rui, não vou poder esperar. Quem sabe depois do carnaval, quando não tiver mais trânsito? E desligou.
"Depois do carnaval não tem mais trânsito... mas eu tenho mulher!!!!", pensou e entrou em pânico. Do celular, ligou pra uma outra com quem também tinha alguma intimidade.
- Claro que podemos sair, Rui, mas só amanhã, tá? Hoje não vai dar.
- Tá ótimo! Amanhã de manhã, às 10h?
- Pode ser.
- Então tá combinado.
No dia seguinte, ele quase perde a hora. Liga pra regra três e menciona o atraso. Ela quase desiste, mas ele promete ser mais rápido que o The flash. E foi. Em menos de trinta minutos ele estava pronto. E foram.
Rui estava tão empolgado que, mesmo não precisando, tomou um daqueles comprimidinhos azuis que garantem ereção por horas. Queria tirar a barriga da miséria. Foi logo partindo pra cima da moça, com falo em riste, como se dissesse: - Hãhã! Hoje você não me derruba!!!

Tudo ia muito bem até que...toca o celular. A irmã da moça, grávida, estava tendo o bebê antes do tempo. Mal deu pra pagar a conta. Saíram correndo, ela voando e ele ainda com o falo em riste, falava com seus botões:
"- Agora abaixa , desgraçado!"
Foi pra casa cabisbaixo e lembrou-se que, com toda aquela confusão, os cachorros estavam em jejum absoluto há dois dias. No portão de casa, daqueles altos e com pontas de ferro prontas pra espetar um coração, deu-se conta que esquecera as chaves na casa do irmão, que morava longe dali e com muitos blocos no caminho. "- O João me socorre". João era seu vizinho de terreno e, claro, poderia socorrê-lo se estivesse em casa. E João estava? Claro que não!
Sua última esperança era o vizinho do lado. Se ele estivesse em casa, pularia o muro. Pra sorte de Rui ele estava, e prontificou-se a ajudar na operação "salve seu cão da inanição". Tudo pelos cachorros famintos. Os obstáculos, afinal, eram pequenos. Entre os muros pontilhados de cacos de vidro, havia apenas um pequeno abismo. O pulo tinha que ser de gato. Rui tomou coragem, subiu no muro e com a ajuda inestimável do vizinho, foi arremessado pro outro lado. Escapou do abismo, mas não da cilada do destino: caiu justamente em cima do wc canino. Que mira a do vizinho!!
Em meio aquele "lamaçal", só conseguiu pensar numa coisa: "- Estou cagado mesmo. Literalmente. Melhor esquecer o carnaval."
E o domingo ainda nem acabara...
por Zelda
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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004

As máscaras
O bloco passa pela rua arrastando a multidão. Todos olham, poucos resistem ao som da bateria e vão seguindo até onde o batuque levar.
Corpos suados, alcoolizados, embriagados pelo ritmo alucinante e ensurdecedor. Cerveja, suor, lança-perfume, pólvora, tudo se mistura numa explosão de cheiros. Delírio, quase transe. Empurra-empurra, esbarra-esbarra, roça-roça. Tudo se mistura. Todos se misturam.
Vez por outra, olhares se cruzam, e se descobrem atrás daquelas máscaras que encobrem o que não são. Se olham de novo... e mais uma vez, e registram um ao outro - olhares gulosos -, enquanto fingem acompanhar o rufar dos tambores do bloco de rua. O bloco virou desculpa; o olhar virou desejo.
Seguiram em frente ensaiando passos, e a cada gingado mais próximos iam ficando. De mais perto, um sorriso acompanhou o olhar. Um consentimento? Um convite? Mais dois passos pro lado e estavam juntos, mestre-sala e porta-bandeira, da escola de samba Unidos do Só Dois. Quando as cuicas anunciavam a noite, já não eram mais os olhares que espelhavam desejo. Era um corpo pedindo o outro no meio da multidão.
Se deram as mãos e foram no sentido contrário ao bloco continuar a festa. Entraram no primeiro táxi e pararam no primeiro motel. Iam despindo as fantasias, escorrendo o desejo, se apertando, se beijando. Ele tentou tirar-lhe a máscara; ela fez que não. Ele insinuou tirar a dele; ela o impediu, tomando-lhe os braços e enlaçando-os na cintura. Foi o amor mais explosivo que viveram. Os corpos, carregados da energia dos tambores, das cuicas, da multidão, da explosão de cheiros, e escondidos pelas máscaras, alcançaram o nirvana em festa profana.
Fim de festa, máscaras no rosto, hora da partida. Só uma coisa o intriga:
"- Por que as máscaras?"
"- Porque as máscaras revelam o que somos.", disse ela.
E se despediram, quem sabe até um dia em que, sem máscaras, eles não sejam quem são.

por Zelda
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Interessante...


"De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesiddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotamtne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.

O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo."
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Há dias longe do blog e perto dos blocos. Bate pandeiro, samba no pé, batucada, cuica, trânsito doido (quem mora em Copa e Ipanema sofre), multidão desvairada, comportada, olhando, participando. Dá de tudo! É carnaval, e na quarta-feira tudo volta ao normal.
"Colombina onde está você???" Ela foi dançar o iê-iê-iê, mas já volta!

por Zelda
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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004

"A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." (Drummond de Andrade)

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Quase morto... E o painel medonho da Vivo está com os dias contados. A promotoria do Meio Ambiente entrou com uma ação solicitando a retirada imediata das peças e a instalação de inquérito a fim de investigar se houve crime ambiental. A Lei Orgânica proíbe a colocação de material de propaganda (a logo da Vivo tem um puta destaque) na orla, em postes e canteiros centrais. Espera-se que, em 48 horas, os painéis afixados em situação irregular sejam retirados. Eu também espero!
por Zelda
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Coisas que só uma mulher consegue...(cont.)
6 ) ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada, mãe do marido;
7 ) assistir a um videotape de futebol, só para fazer companhia ao gato!
8 ) lavar a calcinha no chuveiro, e depois pendurá-la na torneira, para
horror do sexo masculino;
9 ) escutar que: mulher no volante perigo constante; homem do lado perigo
dobrado ...
10) depilar a perna de 15 em 15 dias - com cera!
11) rasgar a meia na entrada da festa;
12) sentir-se pronta para conquistar o mundo, quando está usando um batom
novo!
13) chorar no banheiro, se olhando no espelho para ver qual o melhor ângulo
14) achar que o seu relacionamento acabou, e depois descobrir que era tudo
tensão pré-menstrual.

por Zelda
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Sou quem você quer que eu seja.
Cabelos molhados, cara lavada,
despida e vestida nas suas fantasias
Me cubro de chita, de sedas, de nada
e enceno sua cena favorita.
Mas quando me sinto à deriva,
sem saber se sou todas ou ninguém,
deixo as roupas e saio nua em retirada.

por Zelda
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A entrada hoje na livraria era puramente didática: trocar livro de História que veio incompleto e comprar um de Física. Enquanto esperava os livros, parei ao lado do balcão de esotéricos e afins. Runas, horóscopo chinês, Feng shui, bruxaria para iniciantes. Hummm!!! Meu lado Morgana começou a se manifestar. Quando me dei conta já estava agarradinha a um de livro de Tarô, do Nei Naiff, que vem com as cartas junto. E eu como não resisto a umas cartinhas, adicionei à cesta. Ninguém é perfeito!!
Na saída, o nome de Martha Medeiros acenava íntimo na capa vermelha de "Cartas extraviadas e outros poemas ". Gosto muito do texto dela. Incluí mais este na lista e encerrei as compras com o maior gosto de quero-mais. P, que estava comigo, ficou com o maior gosto de quero-batata-frita-e-suco-do-MacDonald, que ficava em frente à livraria. Não tive como escapar do lanchinho e, docemente constrangida, me entreguei aos prazeres do colesterol. Do livro da Martha, pincei esta poesia:

"Do amor falou-se tudo e sigo e segues
entendendo quase nada, tudo é pouco diante da incompreensão
do que existe sem nome.
será mesmo amor o nome disso que sinto e sentes?
e sigo desconhecendo bastante de mim e de ti
que sinto e sentes tudo isso de que falamos tanto
e perseguimos errantes."


por Zelda (00:25)
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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004

Contribuição masculina para o blog...
Coisas que só uma mulher consegue...
1 ) passar a vida inteira lutando contra o próprio cabelo;
2 ) comprar uma blusa que não combina com mais nada, só por que o preço estava irresistível;
3 ) fingir naturalidade durante um exame ginecológico;
4 ) usar o poder de uma calça jeans para rediagramar a estrutura do corpo;
5 ) ter crise conjugal, crise existencial, crise de identidade, crise de nervos...

por Zelda
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As horas...
Tarde chuvosa. Há quanto tempo não te via. Muitas saudades e dúvidas também. As lembranças vêm aos borbotões. Misturadas, randômicas. O peito aperta, o desejo grita, as palavras calam. Puro êxtase e delírio.
As horas passam fugazes e a escuridão da noite nos encobre. Nos descobrimos e partimos.Quisera eu ser dona do tempo...
por Zelda
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O enigma do painel
Não sou a única que considera a peça "decorativa" da Vivo uma coisa completamente indefinida. Myrthea, que entrou hoje no blog, divide comigo as mesmas dúvidas e impressões quanto àquele painel. Ela também viu o louro lá!! Estou começando a achar que isso não é só viagem não. :)
Também acho bastante plausível a outra possibilidade que ela levantou: daquela coisa ter sido inspirada num bacanal dos bonequinhos da Vivo, com bundinhas e camisinhas de fora. Se foi este o mote, o tal bico que pensávamos ser do louro, pode ser uma boca perdida em meio à orgia, ou quem sabe... Tudo é possível num bacanal!
por Zelda
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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004

Este fim de semana, o vento saiu arrancando alguns daqueles painéis de carnaval hor-ro-ro-sos que a prefeitura espalhou pela cidade. Nos fez um favor. Até agora, não consegui identificar exatamente do que se trata. Outro dia, olhando um desses de relance, tive a impressão de ter visto traços daquele louro chato pra cacete da Ana Maria Braga. Alguém, afinal, sabe me dizer o que é que é aquilo?
por Zelda
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Notícia publicada hoje no jornal O Globo, extraída do New York Times: Nova York elabora megaplano contra ataque terrorista - O objetivo é enfrentar todo tipo de atentado. Tem certeza que esta é nova??
por Zelda
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As "tias fofinhas" estão de volta - Boa nova para aqueles que, como eu, curtiram os hits da dupla inglesa Tears for fears. Após quatorze anos de separação, Curt Smith e Roland Orzabal voltaram a gravar um CD - "Everybody loves a happy ending" -, que ainda não chegou às lojas, mas parece reeditar o mesmo estilo suave que fez do Tears for Fears um dos grandes sucessos dos anos 80.
por Zelda

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Brooklyn, 1993 [Sob a ponte de Manhattan]

Foto Eugene Richards, em cartaz na exposição
Magnum's New Yorkers, até 23 de maio,
no Museum of City of New York.
por Zelda
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Fiz um comentário diretamente na mensagem e agora consegui entrar na página para postar. Fiz quetão de registrar, mas já não consigo mais escrever...estou tonta de sono.
O resumo do comentário, no caso dele não ter seguido corretamente, foi o seguinte:
Por acaso ou não, e tirando o destino dessa..., os meios que escolhemos para alcançar a felicidade são como os caminhos que escolhemos para ir de um ponto ao outro - muitas encruzilhadas, muitos encontros e muitas ruas sem saída. Neste caso específico, o do blogger, achei ótimos os comentários e como exercício, não poderia ser mrelhor. Gostei muito de tudo !
Por Anjinha
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Domingo, Fevereiro 15, 2004

"Nada é por acaso". Canso de ouvir esta frase de uma amiga , quase irmã, a quem vou chamar de Anjinha. Kardecista de carteirinha e profunda estudiosa dos mistérios do espírito, ela afirma que os "acasos", assim como as coincidências, são obras do destino, só que muitas vezes passamos "batidos". E lá se vai a chance naquele acaso nada casual.
Hoje, numa troca de impressões com um amigo, colocamos o "acaso" como ponto a ser discutido. Será mesmo por acaso que às vezes conhecemos alguém que vai ser especial num compromisso social que comparecemos por pura obrigação? Ou que uma amiga nos coloca de frente com o amor da nossa vida, numa apresentação informal? Ou que damos um "oi" numa sala de bate-papo para alguém desconhecido, porque aquele nick chamou nossa atenção, e daí surge uma grande amizade?
Sei de casos de amizades na rede que resultaram em belos encontros (um dia eu conto!). Acaso ou um caso? Sei não, mas acho que o destino transforma alguns acasos em casos. Também não sei se foi por acaso que surgiu essa idéia de "diário comunitário". Sabe-se lá que acasos o destino pode estar traçando nas teias dessa rede. Você sabe, Anjinha?
Por Zelda
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Assisti...
"Tratamento de Choque", comediazinha romântica light que vale pela atuação sempre brilhante de Jack Nicholson. O filme conta a história de Dave (Adam Sandler, leia-se American Pie), um publicitário medroso que, após um mal entendido durante um vôo, é condenado por lei a fazer terapia intensiva contra agressividade. O especialista indicado é Dr. Buddy (Nicholson) que, lançando mão de um tratamento de choque, quase enlouquece o rapaz. Só vale pra passar o tempo.
Por Zelda
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Este Blogger é deveras temperamental pro meu gosto. Estou há um tempo tentando publicar umas fotos, no formato que é aceito, tudo direitinho, e ele não pára de me apresentar aquele quadradinho pentelho com um X no meio. Ou seja, nada de fotos por enquanto. Brrrrrrrrrr!!
Por Zelda
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"Dia de luz, festa do sol, e o barquinho a deslizar no macio azul do mar... "
Manhã de sol convidativa, e como não dispenso um convite deste para um banho de mar, tratei de colocar o biquíni e agitar as maracas: é pra praia que eu vou! Mrs. A. já me esperava há uma hora. Ela quase sempre chega antes. Eu digo que não tenho culpa dos atrasos, que são por força das circunstâncias e dos inúmeros imprevistos que cercam a minha vida, mas, quer saber?, este discurso não convence nem à mim. Sou uma atrasada por natureza. Se morasse em Londres, estava f.......
Ficamos na praia umas três horas. Mar calmo, água com gás, cerveja, biscoito Globo e muita conversa fiada. Almoçamos juntas e decidimos seguir o Simpatia é Quase Amor, bloco que sai em Ipanema. Gente bonita, gente feia, cariocas bronzeadas, gringas arroxeadas, alegria e ótimo astral. O Simpatia é, de fato, um bloco muito simpático. Demos um tempo pra ver o movimento, enquanto movimentávamos os nossos pés. O ritmo contagia. Impossível ficar indiferente. Nos dispersamos antes da dispersão, e botamos o pé a caminho de casa, que o dia já estava bom à beça.
por Zelda
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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

Perto de me perder sinto o arrepio do frio,
a tontura do abismo,
o eco da longínqua consciência,
a tremura das pernas hesitantes.
Sinto medo!
Medo de me perder para sempre.
Medo de me achar muito longe do lugar onde estava,
tão distante do abismo e do frio,
dos ecos,
dos tremores.

por Zelda
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Do Globo on line
Antes tudo se resumia a uma mera operação de adição: eu + você = nós, que muitas vezes se multiplicava em filhos. Mas a matemática do amor deixou de ser uma simples operação e ganhou status de equação. É através dela que um grupo de cientistas de Seattle (EUA) garante determinar as chances de um casamento ser duradouro. A "equação" baseia-se na maneira como os casais resolvem as suas diferenças. Os cientistas asseguram que o índice de acerto é de 94% .
Ah! Ia me esquecendo. De acordo com os especialistas, o amor é parte da equação.
Num futuro próximo, um simples programa de computador será capaz de dizer as chances de nossos casamentos serem eternos. E o amor? Bem, parece que a cada dia está ficando menos importante...
Por Zelda
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Para alguém...

Soneto de amor total
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te a fim, de um calmo amor prestante
E te amo além, enfim, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude

(Vinícius de Moraes)
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ESTAMOS EM OBRAS

Definitivamente, fiz uma bobagem. Na tentativa de mudar a cara do blog, acabei publicando um template experimental. Que confusão! Mas vai ficar assim até amanhã, quando eu tentarei desvendar os mistérios do HTML, porque agora vou me entregar aos sonhos...de templates melhores.
Zelda
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Toda esta mobilização só por causa de um cineninha?

Acabei não indo assistir Sobre Meninos e Lobos. Um acontecimento inesperado mudou meu rumo. É a segunda vez em dez dias que meu cinema fura praticamente na porta. Estou achando muito estranho!! Sinistro até, eu diria... Acho que forças do universo, do além, do ciberespaço ou quaisquer outras estão imbuídas na tarefa de boicotar o meu cinema. Ou então, é despacho mesmo, feito provavelmente por algum leitor a fim de se livrar das minhas críticas sobre a sétima arte. É bem provável! :)
Como sou persistente, não me faço de rogada. Se me barram o cinema, burlo as forças conspirantes e secretas alugando um dvd. Perco o cinema, mas não perco o filme.

por Zelda
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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004

Indo à Laura Alvim com Mrs. Red assistir Sobre Meninos e Lobos. O livro eu li e amei. Devorei as quinhentas páginas num dia. Ouvi dizer que o filme é o máximo. Na volta, eu comento.
por Zelda
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E acabou em torta...

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, após levar uma torta no rosto de uma integrante de um grupo que prega "o fim do trabalho, da democracia representativa e da política" (?). Ontem, em Fortaleza.

por Zelda
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Eu já disse que não vejo o BBB, e não vejo mesmo. Porém, por conta do tal "paredão" de terça, acabei assistindo pra conhecer as candidatas à eliminação. Mas pensam que meu "deslize" parou aí? Ledo engano! Tenho que admitir que fui mais além: votei pra eliminar uma candidata. Sim, eu fiz isso!! Eu disse que sempre falaria a verdade aqui.
Em quem votei??? Ah, confesso que falou mais alto o nacionalismo: votei na eliminação da gralha argentina. Parece que a maioria dos votantes também pensou assim, já que a nossa (a)vizinha acabou "despejada", mesmo sendo mais bonita e simpática do que a nossa conterrânea (foi o que me disseram). Que o dinheiro do prêmio fique em casa.
por Zelda
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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004



Dia chato, meio chove, não molha. Obras em casa, cheiro de tinta, nem posso chegar perto. Melhor se tivesse deixado pra outro dia...
Na minha cabeça pairam tempestades. Chove paca! Uma sinusite me colocou de molho. Nenhuma disposição pra nada há dois dias. Parece que fui passada num liquidificador. O corpo meio febril. Tem gente que gosta muito.
por Zelda
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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004

Não posso passar batida do comentário sobre o português amigo da Rô. Português é raça ruim? Não sei. Me parece inadequado tamanha generalização. Meu avô, por exemplo, era português e ótima pessoa, de uma raça boa, que rendeu bons frutos (hehehe). Não dá pra botar todo mundo no mesmo saco; vira preconceito. E, de mais a mais, colonizados por eles fomos (não acho que tenha sido bom negócio!) e há muito sangue português circulando em veias brasileiras.
Agora concordo que o produto nacional é de ótima qualidade; não precisamos importar nada. Mas, da terra de cá ou da terra de lá, o que importa é ser feliz, né?
por Zelda
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Olha aqui Arantes !
Não posso dizer que dessa barata não comerei...mas usar o chinelo...rs...consigo não. Barata "avoa", já pensou se ela "avoa" prá cima de mim...ai que medo !!!!!!
por Rô
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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004

Ora pois pois !

Ora pois... meu moço português que nunca lembro o nome... pois (sem ora) só te chamo de "meu moço português". Estou mesmo ansiosa...ora (sem pois) ! Faz um mês... um mês inteirinho sem pegar no violão. Os calos dos dedos foram-se e eles talvez sangrem, e o meu estimado mestre da viola vai com certeza brigar comigo. Contudo não vejo a hora (sem "h"e sem pois) de tirar minha viola do saco e sangrar os meus dedos.
por Rô
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Domingo, Fevereiro 08, 2004

Como dizia a minha avó "quem nunca comeu melado, quando come se lambuza". Estão fazendo uma lambança...
por Zelda
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Deu no O Globo
E o Jair Meneghelli (ex-dirigente da CUT), hein?, que virou marajá. R$21 mil de salário, Ômega australiano, ap de 300 m2, isto em apenas um ano como presidente do conselho do SESI. Causou espanto. A mim, indignação. É a classe operária no poder...
por Zelda
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Sábado, Fevereiro 07, 2004

Novos tempos
Outro dia, uma amiga - descasada, culta, atraente e bom partido - comentava sobre suas recentes experiências com o sexo oposto. Uma delas envolvia um representante de produtos de limpeza que, por indicação de amigos em comum, telefonara para ela almejando um date.
Sem preconceito mas com a visão crítica apurada, minha amiga preocupou-se com o fato da água sanitária ser o "prato" do dia e de como iria colocar Sartre e desinfetante no mesmo balde. Acabou deixando essas divagações de lado e decidiu seguir o conselho de outra amiga, que ao saber que o homem lhe telefonara seis vezes consecutivas sem que ela retornasse uma única vez, não perdoou:
"- Te telefonou seis vezes???? Deve estar desesperado. Fuja dele!!!".
E ela fugiu. Fazer o quê?
por Zelda
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Bicho-grilo
Ele era a própria encarnação de Jesus Cristo no meu imaginário. Seus cabelos eram longos e louros, com ondas leves que desciam abaixo dos ombros. As maçãs do rosto saltavam coradas, apetitosas, na face alva e magra do meu amigo, recoberta parcialmente por uma barba quase tão longa quanto seus cabelos. Seus olhos, de um azul transparente, era espelho da nossa juventude meio hippie-chique. Falava pouco, ou melhor, filosofava, enquanto enfeitava o rosto com um sorriso.
Vagueava horas pelos pastos verdes do sítio em Araras com suas batas e calças soltas, sempre brancas, à cata de algum cogumelo que lhe garantisse a sublimação. Naturalista, buscava naquelas colinas aquilo que nós encontrávamos em outros morros. Era o próprio bicho-grilo.
Eu diria que era um solitário, até descobrir, meio por acaso, que ele tinha um companheiro oculto de jornada. Meu amigo, figura rara e de hábitos peculiares, cultivava há tempos um bicho-do-pé como animal de estimação. Vivia com seu bicho uma relação de cumplicidade e carícias mútuas, sempre retribuindo as "cosquinhas" recebidas com coçadas delicadas. Não cheguei a conhecer o amigo do meu amigo, só a cavidade do pé de onde, esporadicamente, saía pra dizer alô a quem lhe dava abrigo. Quando ponderamos que aquilo, além de estranho, poderia ser nocivo à saúde, Thomas, com os olhos azuis banhados em lágrimas e voz embargada, recolheu-se à sua solidão acompanhada.
Depois desse fim de semana de revelações, nunca mais vi esse amigo. Nem ninguém. Colocou o pé na estrada com seu companheiro de jornada à procura de cogumelos em pastos verdejantes mundo afora. Deve ter sublimado de vez!

por Zelda
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Chove copiosamente. Na sacada da janela, a chuva respinga e molha meu braço enquanto escrevo no computador. A sensação é boa. De alma que vai sendo lavada junto com a chuva. De arrepio no corpo da brisa refrescante que invade o quarto e evoca arrepios que ela não provoca. Brisa que traz lembranças...
O pensamento aproveita o momento e viaja; vai e volta, faz a curva, dobra à direita, à esquerda... Por aí nãããõoo...volta aqui!!! Ele não me obedece. Dono da sua vontade vaga livre como o vento. Flutua. Pensamento alado. Chuva de vento e pensamento.
por Zelda
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004

A barata...não sei de onde veio, disseram que voando, mas ninguém viu. Janela com tela e os ralos tampadinhos...a danada já devia era estar lá, espreitando e esperando a hora de me assustar...e como me assustou !!!!! Quando pequena meu medo era de fantasmas, porque contra eles nada podia ser feito, atravessavam portas e paredes e entravam até por baixo da coberta que cobria minha cabeça...nem avestruz escaparia. Só que nunca vi nenhum fantasma. Agora as baratas, esses seres pré históricos, que dizem, sobrevivem até a bomba atômica ...me perseguem !
Por Rô
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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004

Deborah Secco e Juliana Paes...eu não agüento mais!!!
por Zelda
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Uma amiga ontem me perguntava se estava down, com problemas afetivos ou apaixonada. Tinha lido o que postei e ficou preocupada. Amiguinha, nem down, nem com problemas amorosos. Mas apaixonada...sempre!

por Zelda
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Li "A mulher que amou demais", de Nélson Rodrigues, escrito sob o pseudônimo de Myrna. Dispensa apresentações. Leitura ideal para almas apaixonadas.

por Zelda
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Pronta para ir ao cinema com Mrs. Red. Em nome de Deus, sessão das 21, na Laura Alvim. Já na porta, toca o telefone:
"- O filme não está passando aqui. Pô, o jornal errou", avisa Mrs. Red. Brrrrrrr!!
Mais um que vai ficar pro DVD...

por Zelda
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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004

Amar-te me tira o fôlego e me provoca o pranto. E você ainda diz: Não ama tanto!

por Zelda
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Das coisas
que eu fiz a metro
todos saberão
quantos quilômetros
são

Aquelas
em centímetros
sentimentos mínimos
ímpetos infinitos
não?

(Paulo Leminski)

por Zelda
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Sonho partido. Coração aos pedaços. Quem vai juntar os cacos?

por Zelda
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004

Búzios. Geribá. Ferradura. João Fernandes. Alto Astral. Gente bonita. Brisa do mar. TUDO DE BOM. TODO MUNDO MERECE.
As férias, os finais de semana, o nosso verão devem ser muito bem aproveitados e Búzios é um lugar perfeito pra isso. Puro deleite.
Na casa da praia Rasa ficamos eu e três amigos. Ninguém com ninguém e cada um por si como quatro mosqueteiros.
Recarreguei as energias, mas quase não carrego meu farnel. Um amigo distraído pegou meu saquinho com as provisões e jogou no lixo!!?? O bolo de laranja, bombons de cereja com licor, frios e brioches, tudo bem embaladinho um a um,
agora jaziam numa lata de lixo do condomínio. Não me conformei e partí pra operação resgate. Por sorte o lixo estava limpo e o saquinho a salvo, repousando sobre uma embalagem de latas de cerveja. Voltou pra casa comigo.

por Andorinha
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Cena doméstica
O instalador do filtro toca a campainha. A cadela late defendendo o território. Ele, um mulato forte, tatuagens, piercings e tais, cabelo espetado, ouvindo a força do latido, se recusava a entrar temendo um ataque da minha Golden retriever. Olhando aquela figuraça dava pra entender a preocupação da cadela de permitir a invasão. Prendi o animal.
Mesmo assim, ele só entrou minutos depois com a condição de manter a porta da casa aberta, caso uma fuga repentina fosse necessária. Nem considerou meus argumentos de que cão que ladra não morde, que a bichinha é mansa e que só tem tamanho.
"- Senhorita (ele insistia neste tratamento), eu tenho cachorro e sei como é. Vai que a lua tá virada. Vai que ela tá de mau humor. Vai que ela cisma com a minha cara..."
"- É mesmo. Animal é animal (profundo!), nunca se sabe", ponderei.
Enquanto instalava o filtro, não parava de falar. Contou-me todas as suas experiências caninas, suas saias justas e calças rasgadas. É, ele tem razão de ter medo de cães. Explicou-me também da pressão da água, como ela interfere na transparência e foi logo avisando que a minha água ia sair turva por um tempo - uma semana, um mês...?, ele não soube responder. Quer dizer que gastei quase 500 pratas num filtro pra ter água leitosa?
"- Pode beber sem susto; é água limpa. Eu garanto, ninguém nunca morreu.", e caiu na risada.
Instalação completada, despediu-se de mim "até o ano que vem" (quando terei que trocar o filtro). Mas não saiu antes de beijar a mão da senhorita.

por Zelda
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Rô me contou que em Angra foi perfeito. Passeio de barco, dias claros, muito visual e uma brisa que soprava suave, envolvente. Tudo muito maravilhoso, à exceção de uma...barata que, intrusa, invadiu seu quarto. Mas esta história eu vou deixar pra ela contar.
A turma que foi ver vaquinhas e cavalos voltou hoje. Rolou um pequeno stress. Já era esperado. Esta história é mesmo assim, um sobe-e-desce montanha. Um dia eu conto em forma de conto. Ou canto. Sei lá!

por Zelda
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O dia começou cedo e, pra minha surpresa, bem mais tranqüilo. As meninas levantaram na hora, não houve protestos e o café-da-manhã conseguiu ser normal, sem a costumeira "festa" (deixaram pra mais tarde!). Good!!
Lá pelas nove horas, Andorinha me propôs um vôo até as areias da praia. Simplesmente irresistível. Mas o sol escaldante me deixou debaixo da barraca. Sem problemas: a praia era mais um pretexto para pôr o papo em dia com a amiga.

por Zelda
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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004


(Drella's gallery/ stock.xchng)

Início das aulas. Casa em alvoroço. Durex, tesoura, pilhas de livros encapados, dezenas de etiquetas manuscritas repetindo o mesmo texto (podia ter feito no computador mas só lembrei agora...). Crianças a mil. Adolescente em crise. "Não tenho roupa". No armário abarrotado nada serve. Identificação imediata. Também vivi dilemas assim na idade dela. Felizmente tem cura! Às seis da manhã, o despertador. O dia promete...

por Zelda
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Domingo, Fevereiro 01, 2004

O fim de semana foi de ausências. Andorinha, Rô, Mrs. Red, com quem geralmente divido os sábados e domingos, partiram em busca de outras praias. Houve também os que partiram à procura de pastos verdejantes com vaquinhas e cavalos. Mas agora à noite a turma começou a aparecer. Fim de domingo. Meu coração está mais tranqüilo.

por Zelda
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Dia claro. Céu azul. Sábado que amanhece.
Um convite. A praia. O calor. A areia muda de cor.
Beira do mar. Parcas conchas. A água fria arrepia.
A brisa. Um alento. Foi tão breve.
O sol aquece. Nenhuma sombra. O corpo agradece o "até amanhã".
A casa. O banho. A areia escorre. O calor escoa. A tarde passa veloz.
Noite clara. Azul cobalto. Estrelas cintilam no céu.
A lua quase cheia. Uma proposta. Você e eu.
O coração. O corpo. Tudo estremece. É sábado que anoitece.

por Zelda




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