Mulheres Alternadas

Zelda J. Andorinha Anjinha Rô

Sábado, Janeiro 31, 2004

Sexta-feira inquietante.
A desconexão, a ausência, o receio.
Perspectiva de sábado idem.
O vazio, a lágrima, o aperto.
Fim de semana tedioso.
A saudade, a expectativa, o cansaço.
Panorama novo na segunda.
A conexão, a presença, o e-mail.
por Zelda
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Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

Duas da manhã...Caminhão de lixo passando pela rua e garis esfuziantes sabe-se-lá-por-quê. Vai ver aquele cheiro dá onda. Deve ser isso! Gases embriagantes que emanam dos restos triturados provocam efeito semelhante ao da lança-perfume. E tome festa...micareta em plena madrugada.
Nessas horas me dá uma vontade de fugir pro mato com o meu gato...

por Zelda
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Cidade de Deus acabou em Hollywood
Comentário atrasado mas que faço questão de registrar: vibrei com as quatro indicações ao Oscar recebidas pelo filme. Aliás, também vibrei com o filme. Inovador, cheio de personalidade, bem-finalizado. Mais um ponto para o cinema brasileiro. Já fiz meu comentário. As quatro indicações dizem tudo. Agora é torcer pelas estatuetas.

por Zelda
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Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

Ontem conversava com uma amiga a respeito do blog. Na verdade, eu cobrava dela uma participação mais efetiva aqui. Ela argumentava da inutilidade de certos comentários, enquanto eu explicava que blog é um diário eletrônico com objetivo de versar sobre fatos do dia-a-dia e que permite a fluência sem censura dos pensamentos. É o que tenho tentado fazer: deixar as idéias correrem livres, sem as amarras de um texto impecável e digno de prêmios. Excesso de preocupação com a forma embota o conteúdo e, via de regra, a criatividade. O medo da crítica paralisa e eu quero mais é ir em frente. Diário é diário e se vale ou não a leitura aí é outra história...

por Zelda
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Segunda-feira, Janeiro 26, 2004

Ainda há pouco no Manhattan Connection (GNT) passou trechos de filmes da dupla de dançarinos Fred Astaire e Ginger Rogers. Eles eram ótimos e me deu a maior saudade dos meus tempos de Sessão da Tarde. Adorava vê-los dançando, leves, plumas ao vento...
A reportagem falava do musical Never gonna dance, em cartaz na Broadway, baseado em um dos mais aclamados filmes de Fred/Ginger, Swing Time. Pelo que deu pra sentir, a dupla de bailarinos está muito longe deles...
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Domingo, Janeiro 25, 2004

Quem vê BBB? Eu não vejo. Assisti alguma coisa do primeiro (novidade é sempre novidade), quase nada do segundo e com isso praticamente encerrei minha carreira de BB. Pra não dizer que não assisti coisa alguma dessa 4ª edição, vi não mais que 2 minutos outro dia e, argh!!, um horror. Acho o BBB uma vulgaridade com aquelas mulheres doidas pra virarem modelo da Playboy, ou coisa do gênero, misturadas àqueles homens idiotas, todos jogando pra galera, numa invasão de privacidade anunciada e permitida. Mas eu não quero falar de Big Brother, ou melhor, quero sim. Não presenciei, mas li hoje na coluna do Arthur Xexeo (é onde me atualizo do programa) o que sintetiza tudo o que eu penso do BBB e como "pensam" os participantes. O colunista reproduz o seguinte diálogo entre os BB's Sol (?) e Ju (?):
"Entreouvido numa noite de tensão no quarto infantil da casa do "Big Brother".
Sol - Amanhã eu quero relaxar.
Ju - Eu também.
Sol - Vou passar o dia no furúnculo.
Ju - ...
Sol - Não é furúnculo?
Ju - Não. É ofurô
! "
Isto explica a minha rejeição ao Big Brother Brasil??

por Zelda
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Persistência é tudo... hehehe

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Sábado, Janeiro 24, 2004

Água mineral sem gás? Que insosso! Nenhum paladar, nenhuma onda, nenhuma corzinha...
Nada disso!! Minha sexta foi puro Veuve Cliquot: saborosa, embriagante, efervescente. Estava precisando dessa onda... Resultado: a dor no pescoço que estava daquelas desapareceu totalmente. Santo champanhe!!

por Zelda

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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004


(photo by Tripod)

Além do meu visual novo, nada interessante pra contar. O dia transcorreu meio básico, com tarefas básicas, ou seja, tudo básico e insosso. Têm dias assim!!!

No mais, expectativas para sexta-feira, meu dia da semana preferido. Gosto do fervilhar que inaugura o fim de semana. A sexta pra mim é dia borbulhante. Puro champanhe! É bem verdade que as minhas sextas não têm sido assim tão borbulhantes há tempos, mas sempre resta a lembrança, a memória sensitiva que nos serve de alimento. Filosofar sobre dia da semana está me cheirando a falta do que falar (risos). Vou parando por aqui. Depois conto se a sexta foi champanhe ou água mineral sem gás.

por Zelda
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Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

"Às vezes se fazem de mortos"

Um amigo virtual que liga uma cam, tem cara, tem corpo, tem uma forma na minha cabeça. Um amigo virtual que já falou comigo no telefone, tem voz!
Um amigo virtual que já me contou da sua vida, tem vínculo.
Então porque esse amigo pensa que pode dizer "vou ali no fim do mundo mas volto antes do dia 9" e não dar mais notícias (hoje é 29)...só porque é virtual?
Acho que não...acho que é porque é homem, e como diz a Zelda "Às vezes se fazem de mortos".
por Rô.
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Conversa à toa que aconteceu dia desses entre amigas:

diz: tá aí Zelda?
Zelda diz: estou
diz: tudo bem, não te encontro há dias
Zelda diz: tudo. Tenho entrado pouco.
diz: eu entro, mas saio logo.
Zelda diz: nada ainda?
diz: estou mesmo com medo de ter acontecido alguma coisa com ele
Zelda diz: ele tá de férias...
diz: sabe que conheço ele há mais de um ano? Muito tempo, ainda mais no virtual, que uma semana parece um mês!
Zelda diz: é verdade
diz: tá certa. de férias e incomunicável,, né...mas tá vivo né?
Zelda diz: claro, Ro!!
diz: ele está vivo não está, Zelda?
Zelda diz: às vezes se fazem de mortos. rs
diz: mas tá vivo...bem, eu espero que esteja!
Zelda diz: claro que está. Daqui a pouco dá as caras
diz: isso dá um bom texto...vou escrever ... "Às vezes se fazem de mortos"...rs
Zelda diz: dá mesmo. rs

por Zelda
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Terça-feira, Janeiro 20, 2004

Há dias não posto nada...falta do que contar, de vontade, sei lá! Além de praia e cuidar das coisas da casa, a única coisa que fiz que valesse foi assistir a uns dvd's. Dos que vi o melhor foi o premiado Domingo Sangrento, que revive o 30 de janeiro de 1972, quando soldados britânicos enfrentaram a tiros manifestantes desarmados, na Irlanda do Norte. O episódio que chocou o mundo marca o início de um conflito que se tranformou em guerra civil, e inspirou a belíssima Sunday bloody Sunday, do U2, canção que fecha o filme com chave de ouro. Muito bom!

por Zelda
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Sábado, Janeiro 17, 2004

Diálogo que acabou de rolar numa sala de bate-papo:

Uma Amadora (reservadamente) fala para Velho do Rio: amei seu nick, deve ser uma pessoa muito espirituosa.
Velho do Rio (reservadamente) fala para Uma Amadora: mas ainda não sou fantasma..............
Uma Amadora (reservadamente) fala para Velho do Rio: vc confundiu espirituosa com espírito...rs
Velho do Rio (reservadamente) fala para Uma Amadora: é mesmo?.......puxa vida, pensei q era a mesma coisa..........valeu a dica !!!!!
No comments...

por Zelda
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Sexta-feira, Janeiro 16, 2004


Dei uma saída básica à tarde e uma chuva torrencial desabou a meio caminho de casa. Não tinha levado guarda-chuva e, ao contrário dos demais que se abrigaram nas marquises, resolvi encarar o quase dilúvio. Se em certas situações sair correndo resolve, de aguaceiro não tem jeito. Fiquei encharcada e aquela chuva inundou minha cabeça com pensamentos pra lá de libidinosos...

Vontade de um beijo desses com o homem-arranha...

por Zelda
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Malandro é Malandro e Mané é Mané! Hoje encontrei meu amigo, um adorável malandro.Vive perdendo os horários e chegando atrasado nos nossos encontros.Mas não consigo brigar com ele. Sempre chega com cara de menino arrependido e alguma coisa na mão prá mim. Hoje chegou com a cópia de um Cd que sabe ando procurando e não consigo comprar (Visible World do Garbarek). Diferente de uma mané, minha amiga (porque nessa coisa de malandro e mané não existe sexo...rs). Ela nunca assume uma pisada na bola, tenta sempre culpar meu celular ou qualquer outra coisa que possa culpar na hora.
por Rô
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A prima de uma amiga, que vou chamar de Mary Ju, é viciada em salas de bate-papo. Passa madrugadas conversando com os mais variados tipos, na maioria marmanjos solitários, alguns neuróticos e, muitos deles, tarados, pelo menos por sexo virtual.
Bondosa, Mary Ju faz o que pode pra atender às necessidades dos maiores carentes. Tem um coração enorme a Mary Ju. Muito mesmo!!
Dia desses, encontro com ela no MSN. Mary Ju estava transtornada, muito p... da vida, como nunca tinha visto antes. Sentindo-se explorada até o sangue por esses maníacos virtuais que se rotulavam seus amigos, aconteceu o seguinte diálogo:
Mary Ju - Ihhh, Zelda! Agora é o H... esses homens...todos doidos
Zelda - Por quê?? rs
Mary Ju - Começou...que saco!! Sempre batendo punhetas...mas que coisa enjoada!!
Mary Ju - tô de saco cheio da repetição da história. Não conseguem conversar sem acabar nisso....como podem?
Zelda - é verdade! Todo dia deve ser foda mesmo. (gargalhadas)
Mary Ju - vou acabar desistindo de conversar com eles...às vezes, são dois numa noite só! Cambada de punheteiros...

Deu pra sentir o drama da prima da minha amiga? Realmente, Mary Ju está coberta de razão. Benevolência tem limite. É muita demanda!! E haja dedinhos no teclado...

por Zelda
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

a praia não estava das melhores. O sol, quando me viu, encabulou-se de vez (que ego o meu!! rs). Não me arrisquei a me energizar com o iodo, mas dei um break na minha cabeça meio cheia ultimamente.
Um reparo: errei ao rotular o blog da minha sobrinha de new gothic e ela protestou. Vou buscar definição melhor.
por Zelda
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minha estimada sobrinha Ju, que me ajudou a publicar este blog, me mandou mensagem bastante animadora. Gracinha ela, apesar de editar no seu blog new gothic algumas imagens de arrepiar. Bloody kisses pra você também.
por Zelda
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last but not least: Mrs. Red promete aparecer por aqui em breve. Estamos esperando...
por Zelda
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Como ninguém é de ferro, vou dar uma pausa pro lazer (enquanto posso!). Apesar do sol tímido, encontro motivos pra dar um pulo na praia: o calor tá daqueles, olhar pro mar é sempre uma terapia e, quiçá, um mergulho pra dar uma energizada no corpo com o iodo (se a poluição deixar). Ai, ai, saudades da Copacabana de mar limpo com bancos de areia e arrebentações, das valas mapeadas por mim (conhecia todas!), dos "jacarés" e pranchinhas de isopor (eram o máximo!). Tudo muda e, camaleoa, vou me adaptando. Até!!
por Zelda
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Estou tentando entender os mistérios do programa HTML (Hyper text Markup Language), que é a base da criação das páginas da web. Tenho que admitir que pra mim, que sou da geração da máquina de escrever, não é tarefa das mais fáceis. Mas insisto e não desisto. Logo, em breve, farei uma surpresa. Colocarei no ar uma página made by myself. Aguarde!
por Zelda
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Quarta-feira, Janeiro 14, 2004

"A vida, meu amor,quero vivê-la
na mesma taça erguida em tuas mãos,
bocas unidas hemos de bebê-las!"

Florbela Espanca (again!)
por Zelda
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Divida suas lembranças com qualquer pessoa que queira saber sobre elas. Mas só em último caso, divida-as com quem faz parte delas !

Lembranças aleatórias...

O flamboyant estava no chão e o chão estava vermelho! Sentei-me no chão vermelho com meu brinquedinho novo, e saí disparando-o em todas as direções, fotografava tudo e todos. Bom de uma câmera digital é não precisar escolher o que fotografar... aprisiona-se a lembrança dentro de uma imagem, e pensa-se depois se quer ou não ficar com ela.

Isso me lembrou uma amiga extremamente consumista que certa vez viajou comigo para a Flórida... dizia ela: "primeiro eu compro, depois eu penso prá que que serve". Claro que ela era financiada por alguém, já eu...pobre de mim... ou seria "mim pobre"...por isso poder sair tirando fotos doidamente estava me deixando animadíssima, podia agora pelo menos consumir imagens.

O que me faz lembrar de um outro amigo. Esse me mandou uma linda foto, ele sentado frente a troncos seculares, e eu imaginando quem poderia ter tirado aquela foto; Uma mulher apaixonada, um filho querendo segurar a imagem do pai ainda tão jovem e belo, um amigo querido, ou mesmo um fotógrafo profissional...não importa, era mesmo uma linda foto. Pergunte a qualquer mulher sobre uma foto dela...ela falará horas, descreverá o momento em que foi tirada com detalhes. Pois meu amigo, questionado por mim onde era aquele lindo lugar com os tais lindos troncos seculares, simplesmente não lembrava.Nem ousei perguntar quem foi que tirou a foto, provavelmente também não saberia. E esse mesmo amigo, certa vez contou-me que sentia pequenos surtos de saudades..."saudades de ontem" disse ele para mim ...acredito...mas duvido que sinta saudades de anteontem...com certeza ele não se lembra do "anteontem".

Será isso um problema masculino?

Pois certa noite de verão, eu e um namorado, estávamos sentados num bar que costumávamos frequentar desde o começo do namoro há cerca de dois anos (nem tanto tempo assim). Lá pelas tantas, eu saudosista comecei a perguntar-lhe; Querido, lembra-se daquele dia assim...e daquele dia assado...", ficou claro pela cara dele que nem sabia do que eu estava falando. Mas ele dizia que lembrava (era desmemoriado, mas não era burro...rs). E eu, que ainda estava com ele por conta daqueles dias "assim e assados" que ele nem se lembrava mais....

por Rô
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Terça-feira, Janeiro 13, 2004

Recebi este texto by e-mail da minha amiga Mrs. Red.


COMO ESCOLHER O HOMEM IDEAL

Para saber se um homem é ideal, compare-o também a um automóvel:
1) Verifique o interior: não se iluda com o design.
2) Verifique o ano: os muito novos ainda precisam ser amaciados. Os muito rodados, além de pegar os vícios das donas anteriores, costumam dar muito problema mecânico.
3) É estável? Ou balança quando depara com qualquer curva?
4) Obedece ao comando com facilidade? É ágil ou demora a responder?
5) É muito importante verificar a alavanca de câmbio: deve ser robusta e de agradável manipulação. Faça o teste: engata com facilidade ou costuma emperrar?
6) Fuja do que é movido a álcool.
7) Evite os muitos barulhentos ou que emitem ruídos desagradáveis como roncos e escapamentos desregulados.
8) O motor mantém temperatura constante? Ou esquenta rapidinho, percorre pequena distância e morre logo em seguida? (essa é a melhor)
9) Leve para um test drive.
Se o homem passou em todos estes testes e lhe agrada, lembre-se: antes de adquirir, faça um contrato de locação e use-o por um ou dois meses. Nesse período, você ainda pode ter surpresas desagradáveis...

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Finalmente, Rô resolveu dar o ar da graça, mesmo que fugaz. É assim mesmo; deve fazer parte do processo de se expor num diário aberto. Há que ter coragem, brother. E a possibilidade de um ataque de ovos e tomates? O jeito é deixar o medo de lado e...que venham os tomates!
por Zelda
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Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

Nunca participei de nenhum blog... nem ao menos opinei em blogs alheios. Estou há dias para postar qualquer coisa nesse aqui e sempre deixo para "amanhã". Para não deixar outra vez para amanhã, entrando agora aos trancos e barrancos.
Olha eu aqui gente...Entrei !
por Rô
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Ficha atrasada
Esqueci de comentar que, no sábado, assisti em vídeo Secretária, com Maggie Gyllenhaal e James Spader . Classificado como comédia, o filme narra o romance sadomasoquista entre uma moça saída de um sanatório que acaba sendo contratada como secretária de um advogado sado.
A garota, que dribla suas dores emocionais transformando-as em físicas através do auto-flagelo, encontra no patrão o seu par perfeito, e não mede esforços para transformar a relação profissional em romance com um quê de crueldade, claro! Como comédia achei fraco pois há mais tristeza do que graça, mas tem seu valor quando expõe a face obscura dos desvios de comportamento. A história inusitada e as ótimas atuações de Maggie como secretária submissa e de Spader como patrão durão merecem os 104 minutos de atenção.

por Zelda
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Cara amiga Andorinha, finalmente você resolveu fazer um pouso, mesmo que rápido, aqui no nosso blog comunitário que só dava eu.
Essa história do bombeiro, francamente, hein, Andorinha, que fiasco! Já não se fazem mais homens como antigamente, e nem bombeiros. Era capaz de apostar todas as minhas fichas na saúde física do moço, mas pelo seu relato vejo que se trata de um doente em potencial ou um caso perdido de hipocondria. Fuja dele!!! Siga o conselho da vovó: cavalo tem que ter bons dentes e homem... bem, você sabe!
por Zelda
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Fantasia desfeita.
Amigas, infelizmente ontem uma de nossas maiores fantasias foi desfeita sem ao menos se realizar. Vocês imaginam 1 BOMBEIRO, do Grupamento Marítimo, aquele que fica nas praias salvando os afogados. Pois é, aquele homem forte, másculo, ou seja, aquele tesão capaz de despertar nossas fantasias. Então, conheci um... que tem Depressão, é hipertenso, com síndrome de pânico e, é claro, não funciona, ou seja a maior decepção.
por Andorinha
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Prá falar a verdade (e prometo dizê-la sempre), editar este blog está dando um trabalhão. Ah, não fosse eu persistente...
Cada hora é uma dificuldade que se apresenta; uma foto não aceita, as tentativas frustradas de torná-lo um blog comunitário escrito a várias mãos, sessões que expiram no melhor da festa, quando as idéias jorram e de repente acabam perdidas em algum ponto obscuro desse ciberespaço, sem chance de retorno. Esses entraves andam me roubando a inspiração. Eu diria que é fogo pra não usar palavra mais apropriada, que reúne em suas quatro letras todas as vírgulas e pontos desse meu discurso de protesto.
Agora vou falar do tempo e de como a meteorologia - felizmente! - errou feio este fim de semana, que prenunciava chuvas e trovoadas e que acabou em belos dias de sol. Meu corpinho desbotado agradeceu o tom dourado impresso pelo astro-rei nesses dois dias de praia.
por Zelda
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Domingo, Janeiro 11, 2004

Retornando no tempo, na 5ª fui assistir Sexo, amor e traição com minha amiga Mrs. Red, integrante de um grupo de amigas conhecido como "As mafiosas". Sentiram o drama!! Voltando ao filme: nenhuma obra-prima, mas bem divertido. Ótimo como comédia, elenco de primeira, apimentado com a figuraça da Heloísa Peltissé e com um Fábio Assunção perfeito na pele do sacana boa gente, o filme garante boas risadas. Se este for o objetivo, vale conferir. Dei fartas gargalhadas.
Minha amiga Mrs. Red, deu as caras no cinema mas ainda não fez o mesmo aqui no blog. Continua nos privando do modo engraçado como expõe as situações do dia-a-dia. E o pobre do tempo leva a culpa...
por Zelda
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Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

hoje à noite vou assistir a Sexo, amor e traição com uma das minhas amigas mafiosas, ainda ausente desse blog comunitário escrito por uma só. Vou tentar colocar gás nela. Quem sabe pega? Depois, comento o filme.
por Zelda
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Sonho de uma noite de lua cheia...



A lua, em toda sua plenitude, iluminava estrategicamente o palco dos amantes. A noite estava fresca, apesar do verão que começara dias antes. Quase nus, deitados na cama coberta por lençóis de algodão, recebiam o sopro da brisa suave que sorrateiramente tocava seus corpos, enquanto mãos e bocas se descobriam. Num movimento suave, ela pousou a coxa entre as dele ao mesmo tempo em que seus dedos percorriam o peito do amado. Ele a apertou forte como quem não tivesse tempo a perder e receio de que ela pudesse escapar. Se entreolharam. Ela se soltou, e com lábios e língua passou a desvendar o corpo dele, cada milímetro. O silêncio do quarto era quebrado apenas pelo som da respiração cada vez mais alto.
Num gesto preciso e sôfrego, ele a beijou violentamente e se encaixou nela. O encontro dos sexos fez com que todos os nervos, todos os músculos e veias estremecessem, inundando a carne de prazer e líquidos. Nada era mais perfeito do que aquilo, metades que se completavam e se tornavam um. Ficaram assim, a noite inteira, rolando entre os lençóis, se amando de todas as maneiras, enquanto bocas selavam um pacto de amor eterno.
A lua já se despedira quando finalmente adormeceram, entregues nos braços um do outro, extasiados. E os primeiros raios de sol reverenciavam o sono justo dos amantes.
por Zelda
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Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

Acabei de tirar esta foto da minha janela. Bela lua, rodeada por nuvens sombrias que insistem em esconder sua majestade e não conseguem. Ei-la, glamourosa!
Não sei por que lua cheia sempre me incita a amar, muito. A possibilidade de transformação que ela sugere parece fazer parte da minha memória genética, de tempos em que se acreditava que as mulheres viravam bruxas quando a lua cheia despontava.
Eu não me transformo em bruxa mas, confesso, a lua cheia me excita. Viro meio loba em noites assim... por Zelda
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Terça-feira, Janeiro 06, 2004

Para almas apaixonadas, esta bela poesia da Florbela Espanca:

Eu quero amar perdidamente
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais este e aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder ... pra me encontrar...
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...
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Segunda-feira, Janeiro 05, 2004

Só pra não dizer que não falei de amor...
O vazio que me invade quando de você me afasto,
É vão, é vil, nefasto,
é corrente pesada que arrasto.

por Zelda
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duas e meia da manhã...e eu testando mudanças no template.
por Zelda
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Domingo, Janeiro 04, 2004

Demorei pacas a dar as caras no blog...acho que é falta de hábito. Vamos ver se agora engreno!!!
por Zelda
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Não sei por que hoje me lembrou um dia chuvoso nos idos dos meus quatorze anos. Talvez porque os pingos reproduzam o mesmo meio-tom daquele dia, ou porque eu sinta o mesmo cheiro de chuva que cai benzendo a terra após dias quentes.
Quem sabe é a minha memória querendo resgatar momentos tão felizes da minha adolescência, numa tentativa de trazer de volta a mesma cuca fresca, as mesmas possibilidades, a alma leve que se deixava conduzir pelo vento suave, e que não conhecia tempestades, permanecendo livre de trovoadas que pudessem abalar a fé na vida. As únicas tempestades conhecidas eram as sentidas no corpo, que agradecia aos céus o batismo. Podia tudo, e era indescritível esse meu mundo cor-de-rosa cintilante, igual ao esmalte que cobria as minhas unhas e coloria meus sonhos.
Naquele dia, caminhava com as minhas botas certa de que o mundo era meu. Os sete ou oito centímetros de salto me elevam e me concediam uma segurança de quem nada conhece da vida e por isso se sente absoluto (santa ignorância!!). Pois eu ia assim, desse jeito, dona do mundo, alegre e faceira, com a chuva caindo e molhando meu cabelo, o vento no rosto soprando liberdade, coração embalado em sonhos e pulsando felicidade, e passos decisivos rumo a sei lá o quê.
Ter quatorze anos é bom demais, pena que a gente muitas vezes só descubra o quanto aos 30 ou 40...
por Zelda
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